quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Na Estação da Vida - Quarta Parte


Galera, essa é a quarta parte do meu documentário, as outras estão no meu blog, dêem uma olhadinha, pois não estão na ordem as postagens, obrigada :D


Na viagem de hoje fiquei indignada com a forma como as pessoas se tratam, na hora de entrarem e saírem do vagão, é de uma estupidez e grosseria sem tamanho, principalmente na estação terminal Luz.
Por ser um horário de pico, existe uma aglomeração quando as portas se abrem e muitos no anseio de se sentarem, empurram uns aos outros sem o menor pudor.
Nesse dia especificamente, o vagão estava lotado e antes mesmo das portas se abrirem, alguns homens batiam nas mesmas, o que formava certa tensão.
Logo que a porta se abriu, todos tentaram sair e entrar ao mesmo tempo já que a quantidade de bancos livres é bem limitada em relação ao número de pessoas, e com isso, ninguém se importa se estão empurrando ou machucando alguém. O que realmente acabou acontecendo neste dia com uma moça que com a confusão caiu no vão entre o trem e a plataforma.
Ela deu um grito, porém, como fatos como estes não são nenhuma novidade para essas pessoas, ao ouvirem seu grito, logo foi puxada pelo braço por alguém que estava em meio a toda aquela aglomeração e logo continuou sua viagem normalmente.
Um fato interessante também que não pude deixar de observar, é uma vendedora de guloseimas que está sempre maquiada e parece ser muito vaidosa. Nos meses que se passaram que a vi de um lado a outro vendendo suas mercadorias, notei que conseguiu dinheiro suficiente para arrumar o cabelo, ou seja, alongou os cabelos, o que achei muito válido já que pelo visto ela não gostava de mostrá-los, pois antes disso, sempre estava de touca, chapéu ou boné.
Em outra situação, apareceu um menino dizendo que precisava de dinheiro, dizia ter doze anos e precisava cuidar da família, um discurso já conhecido de todos os passageiros e usado por muitos meninos pedintes da mesma faixa etária.
Mal podia ouvir sua voz devido ele já ter passado o dia todo falando a mesma coisa e já era tarde, por volta das 21h30. Ele andava com uma caixa de engraxate nas costas procurando alguém que estivesse precisando de seus serviços ou simplesmente lhe dar algum dinheiro.
Até que um rapaz o chamou duas vezes, já que o mesmo estava andando distraído de um lado a outro, mas logo que notou que estava sendo chamado se sentou prontamente no chão do vagão, pegou suas coisas e dentro da caixa e começou a engraxar, era habilidoso, fez tudo com perfeição.
O serviço custava R$ 1,50 porem, recebeu além do preço que cobrou, um pouco a mais devido o rapaz ter se simpatizado com o garoto até tentando uma conversa durante o serviço, mas o menino se manteve sério o tempo todo. Uma moça que estava sentada ao lado desse rapaz e observava todo o trabalho, também lhe deu algumas moedas, já que parecia mesmo precisar, pois estava todo sujo e já demonstrava muito cansaço.

14 comentários:

Wellington disse...

Fala sério, eu leio seu post e parece que estive lá! Rolou até algumas emoções! Nunca chorei com textos, mas tem uns que conseguem me sensibilizar! =)
Pois, é! Eu vejo nos países orientais (minhas especialização) uma cultura de respeito mútuo. Enfim, acredito que fazendo minha parte dando exemplo as pessoas manifestam isso dentro delas!
Eu estive no metro do Rio que dizem ser uma bagunça. Mas, a infra estrutura é linda e limpa, e com os meus obrigado e por favor as pessoas respondem bem mesmo em horas de pico!

Tenho mais de 20 idas ao Rio e acho uma boa experiência! ^^

Enfim, ainda vou andar de trem! Eu tinha um trêm com trilhos e sinalização quando era pequeno!

Tem uma piada de um cara que quebrou um trem em uma loja de brinquedo! Perguntaram porque ele quebrou e ele disse: -"Se esse bicho ai crescer, ninguém segura ele mais!"

huahuahua

Grande abraço!

http://neowellblog.wordpress.com/

Tiago Dadazio disse...

EM QUE ESTAÇAO VC PARA?

Wellington disse...

Eu li sua postagem anterior a esta! Você fica pensando na melhor estrátégia para o ataque? hihihih Achei engraçado. Porque quando eu penso em como atacar quando sou afendido ou temendo por ser atacado eu digo: -"Pare de catar pedrinhas!" Porque se não a pessoa diz "oi" e eu acabaria respondendo com "pedradas". O certo é se manter calmo e com a mente clara para saber responder com razão aos exaltados! =P

Gostei tbm da moça na foto do post, muito engraçada a cara de raiva dela! huahuahua

Abraços!

http://neowellblog.wordpress.com/

Humberto Camargo disse...

Cenas cotidianas da cidade grande... Geralmente estão todos tão vidrados em seu mundo e na "correria do dia a dia" que poucos notam as pequenas coisas.
Parabéns pelo texto.
Abraços.

KGeo disse...

o seu post realmente te transporta já estava me imaginando lá

Vinny disse...

Legal teu blog.

Visita lá o meu:

http://cineminhacompipoca.blogspot.com/

Abraços.

Victor Hugo disse...

Muito boa a sua postagem!
Adorei!
Vou ver mais coisas nele!
até ja botei nos favoritos!
Entra ai no meu blog!
http://platinum-gamez.blogspot.com/
Abraços!

grazy dos santos. disse...

depois vou voltar para acompanhar a história..
mas comentei no post anterior!

vc expõe o que pensa de forma muito clara, gostei!

;*

Luciana disse...

incrivel como as coisas sao....falta de educacao ja virou rotina nos meios de transportes no brasil, todos querem saber o melhor pra ti, o resto que se dane.

Mas ao mesmo tempo, percebeos que tem gente que nao quer aprontar, e vemos com outros olhos quando alguem nao quer dinheir facil, mas sim trabalhar pra ter algo.

marretada disse...

muito bom o seu blog, sempre tive vontade de andar de trem ou a famosa maria fumaça, seu texto aguçou ainda mais esta vontade!!

Luan disse...

Há compreensão no meio da multidão, mesmo que pouca. A alteridade, em relação ao próximo, existe. Mas para achar algo de bom no meio de uma multidão estressada, precisamos de pinças.

se puder..
http://www.roquemrol.blogspot.com/

Fabricio bezerra da guia disse...

Documentário em texto,muito interessante.Eu já assitir um documentário parecido,as era sobre um onibus

Raíssa Londero disse...

Olá!!!
Achei bem interessante suas observações e o seu modo de olhar as pesoas e os fatos narrados. Estou certa que cada um de nós, interpretaríamos sob diversos ângulos cada uma dessas situações, sobretudo a do menino "pedinte"..ou quem sabe "trabalhador"..ou ...ou...

Muito legal mesmo o seu texto. Tomara que mais pessoas consigam observar assim como você!
Abraços

diogo disse...

parabens belo post e texto